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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Re[cria]ção


Da infância que ficou
trouxe a decisão no olhar
mirando bem além de mim
a tradução do meu sonhar

Já passei por maus bocados
sem porvir e sem mesuras
nos preâmbulos do passado
deixei minhas amarguras

Que a decisão é minha
não misturo sentimentos
pois viver de ladainhas
é colher o pó dos ventos

E assim seguro as rédeas
da ilusão do sonhador
do caminho retiro pedras
registrando o meu amor

Meu passado foi o ontem
meu presente é no agora
eis que o futuro então decido
nada mais me apavora

Meu cantar ainda é meigo
meu sonhar ainda é valsa
que viver das ilusões
é amarrar fogo e fumaça

Prefiro definir a história que recrio
Preciso recriar a história que defino


Marçal Filho
Itabira MG
29/12/2010

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