
Porões do Tempo
Sou no vagar da história
página simplória pra repaginar
sou na batida simples
do tambor que pulsa
paz pra rebuscar...
Sou de passado à limpo
marginal de eras
nos porões das feras
que o tempo crivou...
Sou negligente e tímido
faço outra sangria
pra brincar com a dor...
Desço da euforia tola
e faço das ruínas
porta do apogeu
e na relutância tétrica
ouço a voz calada
e sinto o Armagedon.
Marçal Filho
Itabira MG
04/10/2009
Nenhum comentário:
Postar um comentário