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sábado, 18 de dezembro de 2010

Um sonho no singular


Não lhe dei a atenção merecida
não refiz a promessa que fiz
mas sempre sonhei só

Não propus que ouvisse meus apelos
e nem mesmo ofereci argumentos
mas eu sempre sonhei só

Não comprei a sua simpatia
e nem pedi que olhasse o que eu queria
mas se você me achava um egoísta
é porque sempre sonhei só

Não troquei o quadro da parede
nem cuidei do jardim que me pediu
não repus a idéia do princípio
mas, querida, eu sempre sonhei só

Se o fim nunca quis argumentar
no princípio imaginei outro sonhar
e agora que esse meu sonho é real
você insiste querer compartilhar...

Mas, se eu sempre sonhei só
quero só seguir ainda, meu sonhar.


Marçal Filho
Itabira MG
18/12/2010

Um comentário:

  1. Muitas vezes eu também sempre sonhei só...

    Parabéns amigo. Belíssimo poema!

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